
Soutos da Quinta de Grejufe · 18/10/2025
A apanha da castanha
Outubro tem outro ritmo. A vinha descansa e o souto chama.
A apanha faz-se devagar, de olhos no chão. Abre-se o ouriço com o pé, escolhe-se a castanha com a mão, e o cesto vai ficando pesado sem se dar por isso.
Há sempre uma pausa ao sol, com as folhas a cair e alguém a contar a mesma história do ano passado. Ninguém tem pressa.
À noite assam-se as primeiras. É um gesto simples, repetido há gerações, e talvez seja isso que o torna bonito.


